Entre ir e permanecer
Muitas vezes, passamos tempo demais assistindo a vida de longe, protegidos por “grades invisíveis” que nós mesmos criamos, medo de errar, de se expor, de perder o controle. Observamos oportunidades como quem olha o mar: admiramos, pensamos, planejamos… mas não mergulhamos.
Só que a vida não acontece na margem.
Ela acontece quando você pisa na areia quente, quando aceita o desconforto inicial, quando decide sentar, mesmo sem saber por quanto tempo vai ficar. Nada está perfeitamente alinhado e, ainda assim, tudo faz sentido.
Nem tudo precisa estar perfeito para ser vivido. Nem tudo precisa estar pronto para ser valorizado. Existe beleza no processo, no inacabado, no que ainda está se formando.
Comportamento maduro não é sobre escolher entre segurança ou experiência é saber quando cada uma é necessária. Há momentos de observar, sim. Mas há momentos em que continuar apenas olhando se torna uma forma de evitar a vida.
E talvez a pergunta que fica seja simples:
você está só assistindo…
ou já decidiu viver o que está diante de você?


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