Pedras raras não ficam expostas em qualquer vitrine.
As pedras mais preciosas não são encontradas na superfície. Elas passam por pressão, escuridão, tempo e lapidação. Antes de brilharem, enfrentam o oculto. Assim também acontece conosco. Há fases em que não somos vistos, aplaudidos ou reconhecidos e isso não significa falta de valor, mas preparação.
Nem todo silêncio é atraso. Muitas vezes, é cuidado.
Há momentos em que a vida nos retira dos holofotes para nos fortalecer por dentro. Enquanto o mundo exige pressa, o crescimento verdadeiro acontece longe da comparação, da cobrança excessiva e da necessidade de provar algo a alguém.
Ser uma “pedra rara” não é sobre se destacar rapidamente, mas sobre ser lapidada com propósito. Cada processo tem uma função: ensinar limites, fortalecer a identidade, alinhar valores e curar feridas.
Não é punição. É formação.
Quando entendemos isso, paramos de disputar vitrines e começamos a respeitar o tempo. Aprendemos que não precisamos estar em todos os lugares nem agradar a todos os olhares. O que é verdadeiro permanece, mesmo quando ninguém está vendo.
Talvez hoje você se sinta esquecida, invisível ou fora de lugar. Mas lembre-se: o que é precioso não é exposto de qualquer maneira.
Existe um tempo certo para brilhar e ele chega para quem não desiste do processo.
Até lá, confie.
Cresça.
Seja lapidada.
Porque, quando a vitrine certa chegar, você não precisará se explicar.
O brilho falará por si.

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