Nem todo mundo que chega traz paz. Alguns vêm para bagunçar tudo e ir embora.
Abrir a porta da casa ou do coração é um ato de confiança. A gente oferece o que tem de mais íntimo: nossos afetos, nossa vulnerabilidade, nossa rotina, nossa essência. Mas nem todo mundo que sorri na entrada tem boas intenções. E nem todo abraço traz calor, alguns vêm cheios de gelo.
Com o tempo, a vida ensina que é preciso selecionar melhor quem entra, porque nem todos sabem ficar. Alguns chegam com palavras doces, mas carregam caos nos bolsos. Outros parecem cuidar, mas aos poucos vão desorganizando tudo: os sentimentos, os valores, os limites. Deixam a alma em desalinho e vão embora sem olhar para trás.
Por isso, é preciso estar atento. Cuidado com quem você convida para dentro. Dentro da sua casa, onde você descansa. Dentro do seu coração, onde você sente. Nem toda companhia é saudável. Nem toda presença merece permanência. Nem toda conexão vale o preço da sua paz.
Aprender a proteger o próprio espaço emocional e físico é maturidade. É entender que nem todo amor é amor de verdade. Que afeto sem respeito é invasão. Que presença sem cuidado é desgaste.
Permita-se ser seletivo. Isso não é orgulho, é sabedoria. Sua casa não é hotel para gente que só aparece quando quer. Seu coração não é abrigo para quem só chega quando precisa. Quem entra precisa saber ficar. E quem não sabe, não deve nem cruzar a porta.
Amar é abrir espaço, sim. Mas também é saber fechar a porta quando for preciso. Porque, às vezes, a maior forma de amor-próprio é justamente essa: escolher quem merece permanecer.
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